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29/10/2015 15:51

TEAF É CONTEMPLADO PELO PRÊMIO FUNARTE DE TEATRO MYRIAM MUNIZ 2015

O Teatro Experimental de Alta Floresta, grupo com 27 anos de existência, com sede no extremo norte de Mato Grosso foi um dos grupos selecionados pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015.

O projeto ‘Nossas histórias – achados e inventos’ prevê a criação do mais novo espetáculo do grupo, que já tem em seu repertório a soma superior a 35 produções. Para o processo de montagem, será realizada a pesquisa ‘o processo de ocupação da Amazônia Mato-grossense e seus atores sociais’, além de treinamentos em mimese corpórea com atores do TEAF. Ao final do processo, a montagem contará com uma temporada de dez apresentações a serem realizadas na sede do grupo, no Espaço Cultural TEAF, em Alta Floresta.

Para Ronaldo Adriano, membro do grupo, “os atores e atrizes do Teatro Experimental de Alta Floresta, em suas idas e vindas enquanto coletivo artístico, discutindo ideias, buscando soluções para crises particulares e coletivas, muito comuns àqueles que lidam com o sensível, sempre se depararam com o tema da formação da região norte do Estado de Mato Grosso. Este foi um dos motes que nos motivaram a proposição desta montagem”, diz.

Gean Nunes, presidente da Instituição lembra que no ano de 2009, em meio a um processo de busca de horizontes e soluções numa das encruzilhadas da vida do grupo, foi desenvolvido o projeto “Revelações Estéticas”, também desenvolvido através do prêmio Myrian Muniz (da Funarte) e neste processo onde o objetivo era revelar a nossa estética a partir do lugar e das condições dadas chegamos a pergunta “de onde viemos?”, a resposta foi reveladora: os atores e atrizes do TEAF se viram como agentes ativos do próprio processo de ocupação/colonização da porção Amazônica do Estado. As histórias familiares se revelaram comuns não apenas entre os membros do Grupo, mas também com as histórias da maioria das pessoas que formam a população de Alta Floresta e região. Relatos e memórias enfatizando experiências familiares com a derrubada da mata, sonho e desejo de viver da agricultura, o choque e o “enfrentamento” da floresta, a invasão do garimpo e o consequente abandono do sonho da terra para lançarem-se à busca do ouro são muito comuns dentre o fora do grupo.

Em meio a tudo isto outras ações aconteceram, como a participação do grupo no projeto da atriz de Florianópolis, Heloísa Marina, através de interações artísticas em Pontos de Cultura e, a participação de alguns membros do TEAF na produção de um documentário em vídeo, cujos atores eram pequenos agricultores de seis municípios da região. O documentário “Sementes do Portal” acabou por propiciar o acesso a várias histórias e trajetórias de vida que de alguma forma eram familiares aos atores, pois são originários do campo. “Então foi à partir da mistura de memórias pessoais, histórias colhidas na comunidade, entrevistas em vídeo existente no acervo do grupo que o TEAF se propôs a construir uma dramaturgia e montar um espetáculo que retrate as nossas histórias de vida, histórias da região, ou seja, que conecte no tempo e espaço as belezas, sutilezas e estupides humana, cuja essência é a mais profunda e radical contradição”, finaliza Nunes.


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